
Eu não era muito fã de seu trabalho, mas reconheço a sua importância.
Glauco, um dos cartunistas mais famosos do Brasil,
foi assassinado em sua casa, junto com seu filho Raoni, vítimas de um assalto (ou tentativa de sequestro).
Li muito Glauco nos anos 90. Seu traço era muito simplório, quase infantil, mas ninguém fazia piadas tão diretas quanto ele. Lembro-me da clássica revista do
Geraldão e de suas tirinhas no jornal (como as da
Dona Marta), numa época de ouro, quando (além dele) tínhamos Angeli, Laerte e Fernando Gonsales diariamente na Folha de São Paulo. Lembro-me bem que naquela época a grana era curta e mesmo assim eu comprei o especial gigante dos
Los 3 Amigos, tal revista que um dia um colega meu me pediu emprestado e nunca mais devolveu.
"Fiduma"... Lembro que essa galera (mais Luiz Gê, Newton Foot, Adão Iturrusgarai, entre outros, praticamente toda a nata do cartunismo brasileiro da época) participou dos roteiros das primeiras temporadas da
fodástica TV Colosso, eu já era meio grandinho, e por isso mesmo eu adorava, pois sabia muito bem quem era o pessoal que estava escrevendo aquele material, prestava muito atenção nas piadas, e acabava gostando muito mais do programa em si do que dos desenhos animados que passavam nele.
Já não fazem programas como esse, tsc, tsc. Lembro até que seu
Casal Neuras virou um quadro hilário da TV Pirata, protagonizado por Luís Fernando Guimarães e Louise Cardoso, muito bom.
Descanse em paz, Glauco, deixará saudades!